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30/07/2007

                                                  

O plantão do pinto passará por uma mudança de nome. Aguarde novidades!!!


Escrito por Filipe Sousa às 14h27
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26/03/2007

                                

CONSEQUÊNCIA BATINGUISTA

Em 1997, Carlos Batinga assumiu a prefeitura de Monteiro e transformou um cenário de terror num belo "conto de fadas". De uma cidade suja, sem perspectivas, com salários atrasados, moradores insatisfeitos, Monteiro passou a ser uma cidade modelo na limpeza pública, a ter salário em dia etc, etc, etc.

O avanço foi tremendo, isso é inegável(pelo menos para o povo consciente). Mas, esse triunfo gerou consequências, dentre elas, a mais notável: mal costume. Isso mesmo; o povo de Monteiro passou a viver mal acostumado querendo melhorias extremas a cada dia.

Com esse tal mal costume, quem fosse o sucessor de Batinga na prefeitura teria sérias dificuldades de aceitação popular devido à grande responsabilidade de substituir o melhor prefeito da história dessa cidade. Fosse ele de qualquer grupo - situacionista ou oposicionista - não teria sossego pra governar.

É o que acontece hoje com Dra. Lourdinha. Por ter sido candidata de Batinga, Lourdinha carregou a responsabilidade de fazer Monteiro crescer tanto ou mais que cresceu de 1997 a 2004. No entanto, acontece que na administração de Batinga, Monteiro teve essa evolução tão grande porque vivia em pleno caos. Quando alguém sério assumiu e colocou a casa em ordem, foi o "maior avanço do mundo".

O que quero dizer com isso é que Monteiro cresceu rápido demais em 8 anos, e isso gerou um "mal costume" na população. Dra. Lourdinha tem tido um grande governo, mantendo o padrão "Batinga" de governar e conseguindo mais investimentos para a cidade.

O que se espera de um sucessor de um grande administrador, é que ele mantenha, no mínimo, o trabalho realizado pelo antecessor. E é o que ocorre em Monteiro. Lourdinha vem mantendo o belo trabalho do seu parceiro Batinga.

Eu até diria mais: se pesar na balança, os três anos e cinco meses de Dra. Lourdinha tiveram obras e investimentos tão ou mais importantes que os oito anos de Batinga. No governo atual, Monteiro transformou-se em cidade universitária, ganhou escola nova, uma farmácia popular (existente, geralmente, em cidades grandes), um Centro de Especialidades Odontológicas, teatro, Caixa Econômica, está chegando aí o Cefet. Enfim...é só analisar e ver que o governo atual não deixa absolutamente nada a desejar em relação ao anterior.

Dra. Lourdinha foi injustiçada pela população que olhava para ela e queria ver a versão feminina de Batinga. E não é assim que funciona. Ela tem o direito de administrar com seu próprio jeito, com sua idéias e atitudes.

REFLEXÃO

Pense bem:

"Quem reconhece os próprios erros, prova que hoje já tem mais sabedoria que ontem." (Tomás de Kempis)

Participe: plantaodopinto@yahoo.com.br


Escrito por Filipe Sousa às 13h37
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25/03/2007

                           

 

Seu moço preste atenção
Quêu vou contá sem frescura
Algumas das aventura
Dessa vida que labuto
Derna de pequeno eu luto
Pra andá sempre na linha
Só faço má a farinha
Que é comida de matuto.

Com cinco ano de idade
Já apanhava agudão
Já usava cinturão
Pras calça num dispencá
Já comia mangunzá
Cum rapadura boró
Já andava nos forró
Só falava em me casá.

Assim seu moço eu vivia
Sem luxo, sem vaidade
Ia pouco na cidade

Num via coisa granfina
Porém mudei de rotina
Daquele dia pra cá
Que aprendi a tocá
O diabo da concertina.

Pois derna daquele dia
Fui miorano de sina
Pegava na concertina
Encaicava, ela gemia
Os amigo me dizia:
-Tu cum essa bicha na côxa
Sei que ela é mêa frôcha,
Mas tu tem capacidade
Se tu fô para a cidade
Arruma mulé de trôcha.

Num dia de Sexta-fêra
Eu tomei a dicisão
Arrumei o matulão,
Botei a sanfona im riba,
Pequei a sôpa na esquina
E fui bater em Campina,
Cidade da Paraíba.

Chegando im Campina Grande
Eu entrei logo im ação
Tocando xote e baião
Pra mode o povo iscutá
Tocava im quaiqué lugá
Nos forró nas gafiêra

No meio das ruas, nas fêra
Inté im mesa de bá.

Fui ficando conhecido
E fui armando o isquema
Inté conhecê um dia
TROPEIROS DA BORBOREMA.

Tropeiros da Borborema
Grupo de dança afamado,
Pra fazê parte do mermo
Eu então fui convidado.

E aceitei o convite
Feito pelo diretô,
Passei a sê tocadô,
Oficiá dos tropêro
Eita que grupo afamado
Num é que foi convidado
Pra tocá no instrangêro!

Pra ir dança na Itália
França, Ispanha e Portugal
Todos acharo legal
Eu também fui iscalado
Fiquei feliz e animado
Mas mudei de opinião
Ao sabê que de avião
Nós ia ser transportado.

Eu digo: -O diabo é quem vai
Num vô nem cá caxa bata
Vuar num passo de lata?
Eu acho munto arriscado
E se tiver enferrujado
Ou lá em cima cansá
Cai logo dentro do mar
Nós morre tudo afogado.

Mas os colega do grupo
Pegaro a me animá
Começaro a me ispricá
Que num ia tê pirigo;
Depois de munto concêi
Lá num canto me sentei

Peguei a falá comigo: -Eu já montei em cavalo
já amansei burro brabo
já peguei boi pelo rabo
nunca me inganchei cum nada
que dirão meus camarada
que no sertão eu dêxei
se soubé que eu afrochei
vão me chamá de quaiada.

É, o jeito vai ser eu ir
Eu num tenho ôtra saída
Num fiz istória comprida
Tomei logo a decisão
E no dia da viagem
Ajuntei minha bagage
Fui pegá o avião.

Cheguei no aeroporto
Dispachei logo a bagage
Eu tava inté cum corage
Mas num era munta não
Mas na hora, meu patrão
Na hora de imbaicá
Eu me danei a suá
Chega pingava no chão.

Peguei c'uma tremed6era
Num sabia o que fazê
Me preparei pra corrê
Os colega num dexaro
Bem uns três me agarraro

Puxaro de porta adento
Me prantaro no assento
Do meu lado se sentaro.

Daí a pôco o piloto
Pegô mostrá num cinema
Se tivesse argum probema
Comé que o nêgo iscapava
Umas mascra dispencava
Umas porta se abria
Quanto mais aquilo eu via
Era que o medo aumentava.

Depois o tá do piloto
Que dirige o avião
Mandô apertá o cinto
Eu saltei no cinturão
Dei um arrocho tão grande
Que quase sai o feijão.

Sei que o bicho começô
Dá uma disimbrestada
Numa carreira danada
Que chega açoitava o vento
Foi levantando do chão
E quando eu dô fé, patrão
Tava das nuve pra dento.

Depois lá vem uma moça
Cum mói de toalha quente
Pensei que era tapioca
Fui logo metendo o dente.

Uma toalhinha branca
Assim bem inroladinha
Quando eu vim vê o que era
Tinha comido todinha.

Deu-me uma dô de ouvido
Dessas de endoidecê
Me levantei da cadêra
Sem sabê o que fazê
Sem que ninguém impidisse
Cheguei no piloto e disse:
- Pare aí quêu vô descer.

O cabra quis achá graça
Mas viu quêu ia ingrossá
Mandô eu tampá a venta
Pela boca respirá
Ingula o cuspe seguido
Dessa manêra os uvido
Açoita pra fora o ar.

Sei que cheguemo im Madri
Eu deci do avião
Por dento duma sanfona
Cumprida que só o cão
Tomei a bênção a Jesus
E fiz o sinal da cruz
Depois que pisei no chão.

Dento do aeroporto
Vi uma porta ingraçada
Pra mode o nêgo abri ela

Num precisa fazê nada
Basta pisá no tapete
Quela fica escancarada.

Porém como eu não sabia
Fui empurrá com a mão
Na mesma hora pisei
No tapete, a porta então
Abriu-se, eu passei direto
Prantei a cara no chão.


Pra pedir uma comida
Era a maió inrolada
Ninguém intendia nada
Eu me danava a apontá
Que povo mais inrolado
Cada cabrão véi barbado
Sem aprendê a falá.

Feijão lá ninguém num vê
Cuscuz, farinha, xerém
Carne de sol lá num tem
Mode servi de mistura
Tô dizendo sem frescura
Nunca vô sê convencido
Que lá é disinvolvido
Pois num tem nem rapadura.

De nove hora da noite
O sol inda tava quente
Nos bá num tinha aguardente
Nem pitu e nem bregêra
Ninguém dança gafiêra

E pra falá a verdade
Eu senti munta saudade
Do picado lá da fêra.

Num bá pedi um galeto
Porém o nome era pólo
Na hora eu quase me inrolo
Num sabia o que fazê
Pólo eu num vô comê
Pruque pode sê o sú
Aí eu tomo no pé Quando o gelo derretê.

Eu tina munta vontade
De pegá um bom fêjão
Arrochá farinha nele
Depois amassá cum a mão
Sentado num tamburete
Fazê aqueles bolete
Que a gente chama cancão.

Fui comprá uma cueca
O cabra num intendeu
Era eu dizeno CU-E-CA
E ele olhano pra eu.

Depois eu disse: CIROLA
Também num intendeu não
Eu disse: SAMBA CANÇÃO!
O cabra ficô calado
Eu já estava infesado
Decí a calça todinha
Mostrei a cueca minha:
- É isso aqui condenado!!

Um dia meus companhêro
Dissero: -Vamo aculá
Vamo na danceteria
Eu disse: -ôpa, vamo lá
Hoje esse povo vai vê
O que é um cabra dançá.

Mas quando eu entrei na porta
Avistei o estrupisso
Eu digo: -O que diabo é isso?
Dissero: -É um clube moderno.
A luzarada piscano
Os cabra tudo saltano
Eu digo: -eu tô no inferno!


Me sentei numa cadêra
Fiquei só observano
Os cabra tudo saltano
As nêga tudo assanhada
No mêi daquela cambada
Fiquei mêi incabulado
Passei a noite sentado
E voltei sem dançá nada.

Depois nós fumo pra França
E eu fiquei hospedado
Na casa dum pessoá
Munto bom e educado.

Porém eu só num gostava
Quando o dia amanhecia
Dêxá a cama macia
Que nem carne de caju
Dizê pra eles Bom Dia!
Sabe o qu'eles respondia?
Tudo duma vez: Bom ju!

Mas eu vô contá também
Algumas das paiaçada
Que eu pude observá
De alguns dos camarada.

Inda no aeroporto

Nós fumo pra uma sala
Pra numa tá de istêra
Cada quá pegá a mala.

E quando as mala apontaro
Eu iscutei uma fala
Dizê: -Pega minha mala
Senão volta pra Campina!
Era uma das minina
Que vinha im toda carrêra
Caiu pro riba da istêra
Perdeu até as butina.

E o Marco do Rojão
No hotel se inrolô
Foi a maió confusão
Pra pedí um cobertô.

Primêro pediu lençó
A mulé disse: -Sinhô?
Ele disse: -Um cobertô
A mulé ficô olhano
Aí ele disse: -Um pano
Coberta, Dona Maria.
Quanto mais ele pedia
É que ia piorano.

Após gesticulá munto
E tê cansado a gaiganta
Foi que a mulé disse: Ah,
Mi sinhô, una lá manta!

Inté o vereador
João Dantas, cabra letrado
Entrô numa lanchonete
E foi saindo apressado
Num viu a porta de vrido
Prantô nela o pé duvido
Caiu pra trás asentado.

Teve munta coisa mais
Mas eu num vô contá tudo
Se eu fosse contá miúdo
Passava a noite contano
As paiaçada todinha
Junto as dos ôtro e as minha
É coisa pra mais de ano.

Mas tem uma nuvidade
Quêu preciso lhe contá
No dia de regressá
Num tive mais medo não
Pode acreditá, patrão
Quêu fiquei abestaiada
De tê me acostumado
Cum o tá do avião.

Sei que dêxei as OROPA
Arribei de lá pra cá
Num é falano de lá
Pruque lá é bom também.
Mas uma coisa convém
Eu dizê cum mais de mil:
- Eu num troco o meu Brasil
pru Oropa de ninguém!!!

Amazan

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Escrito por Filipe Sousa às 14h36
[ ] [ ]

22/03/2007

   

 

Complicou-se, Presidente...

Fonte: Kibeloco

plantaodopinto@yahoo.com.br


Escrito por Filipe Sousa às 13h23
[ ] [ ]

05/02/2007

O destaque desta edição vai para a Prefeitura de Monteiro, que eu início às obras de calçamento na cidade. Uma delas, a rua João José Sobrinho (Foto). Quem ganha com isso é o povo de Monteiro.

Envie seu material para nosso E-mail: plantaodopinto@yahoo.com.br


Escrito por Filipe Sousa às 00h17
[ ] [ ]

26/01/2007



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Escrito por Filipe Sousa às 14h51
[ ] [ ]

31/12/2006

         

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Escrito por Filipe Sousa às 14h51
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